21 de outubro de 2026
Enquanto há lucro, há tokens
Uma empresa de trading foi de US$ 500 mil a US$ 8 milhões por mês em IA sem pedir retorno. Nas outras, a contagem de pull requests ainda não mostra ROI.
A conta de IA de uma empresa de trading quantitativo passou de US$ 500 mil por mês em janeiro para US$ 8 milhões em setembro. Como se aprova um aumento desse tamanho?
A resposta está no levantamento de Gergely Orosz no Pragmatic Engineer (20/10), feito com conversas em 27 empresas, a maioria sem identificação, a pedido. A empresa de trading tem cerca de 2.000 devs e limite de US$ 25.000 de gasto com IA por funcionário. Ali, com o lucro da mesa de operações em alta, a IA é só mais uma linha de custo e ninguém precisa pedir retorno separado.
Para as demais empresas, Orosz usa o pull request (PR) como régua: uma métrica que quase toda empresa já tem e que permite comparar o antes e o depois da IA. Em uma empresa de capital aberto com 5.000 funcionários, a frequência de PRs ficou estável e os PRs passaram a ter, em média, três vezes mais linhas. Em um SaaS de cerca de 100 pessoas, com US$ 2.000 por mês por dev tratados como teto rígido, o engenheiro ouvido diz não ver nada saindo mais rápido do que antes.
A contagem de PR registra quantas mudanças chegam à revisão, e um PR grande conta igual a um pequeno. Ela só vira retorno quando alguém a liga a um resultado de negócio.
O lucro das mesas responde pelos US$ 8 milhões por mês. Enquanto há lucro, há tokens.
Fontes: Pragmatic Engineer
