6 de abril de 2026
Em 2025, a IA produziu mais texto do que toda a humanidade desde Gutenberg
O custo de produzir achismo com formato de pesquisa caiu a zero. Para quem trabalha com produto, isso muda o peso que você pode dar a uma análise sem verificar de onde ela veio.
O dado é de Brett Winton, Chief Futurist da ARK Invest, publicado no X em 26 de março. Dois gráficos: produção anual, onde a linha da IA cruza a humana em 2025, e volume acumulado, onde a projeção é superar 500 anos de escrita humana ainda nesta década.

Uma ressalva antes de sair com conclusões precipitadas. Esse volume mistura código, conversas de chatbot descartadas em segundos, dados sintéticos para treino de outros modelos e, sim, relatórios e documentos que alguém vai usar para decidir alguma coisa.
Para quem trabalha com produto, o ponto aqui não é só o conteúdo suspeito. É que o custo de produzir achismo com formato de pesquisa caiu a zero, e isso muda o peso que você pode dar a uma análise sem verificar profundamente de onde ela veio.
Quem usa benchmark, review de usuário ou dado de mercado para decidir sempre soube que dado ruim leva a conclusão ruim. Trash in, trash out. A diferença agora é de volume e velocidade: antes era possível abrir uma exceção ao checar a origem, confiávamos no canal, na mídia, mas hoje é obrigação escavar e conhecer todo o contexto antes de considerar o conteúdo.
Avaliar fonte sempre foi a temática principal em jornalismo, mas nem sempre em produto. Quantas vezes não percebemos na avaliação do discovery que a fonte escolhida era a que mais se aproximava do viés de confirmação do designer? O que a IA fez foi deixar esse descuido bem mais caro e muito bem documentado.
Fonte: Brett Winton (@wintonARK), X, 26 mar. 2026