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Wildiney Di Masi
Artigos

23 de junho de 2026

25 anos e o que a IA não replica

IA comprimiu a camada de entendimento que era exigida para produzir um bom design. O que resta é ocupar o espaço que ela ainda não mapeou.

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Quando comecei na área de design, as ferramentas não entregavam os efeitos prontos. Fazer uma sombra realista exigia entender como a luz funciona de verdade: direção, temperatura, como vai decaindo. Eram múltiplas camadas no Photoshop, cada uma tratando um aspecto diferente do comportamento da luz. Para animação, era o mesmo: os princípios de squash e stretch vinham da física dos objetos em movimento, não de um prompt. Física estava na grade obrigatória do meu primeiro ano de faculdade por um motivo.

Era necessário entender para fazer.

A IA automatizou e comprimiu essa camada de entendimento para chegarmos a layouts bonitos sem saber como funcionam. A produtividade entrou em foco, e faz sentido: é um caminho sem volta e não dá para ficar nostálgico com isso. O movimento agora é ocupar o espaço que a IA ainda não alcança: as conexões que ela não mapeou, os problemas que ela não sabe que existem.

Você não é mais o mecânico, você é o piloto que conhece mecânica. E eu faço essa referência porque dirigir a IA é como dirigir um veículo: você só sente segurança quando sente o pneu colado no chão, o carro tracionado. A pior sensação é quando por um segundo você perde essa tração como quando passa por uma lâmina d'água e ocorre a aquaplanagem. Se você é experiente, conhece o ambiente, conhece suas ferramentas, o dano é controlado e até evitado, mas para o inexperiente a saída óbvia é pisar no freio.

Seria essa também a sua escolha?